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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Abra-se para novas ideias


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Abra-se para novas idéias
Nunca pare de aprender e de se adaptar. O mundo está sempre mudando. Se
você se limitar àquilo que sabia e com que você se sentia à vontade em outra época
da vida, irá se isolando à medida que envelhecer e sentindo cada vez maior
frustração com as circunstâncias à sua volta.
☺ ☺ ☺
Era um casal na faixa dos oitenta anos. Eu tinha uma relação de amizade
com a família e por isso convivi muito com eles. Na grande mesa de refeição que
reunia filhos e netos aos domingos, o contraste entre os dois era flagrante. Ela,
atenta ao que se dizia, curiosa em ouvir histórias e opiniões, em entender o que se
passava no mundo, às vezes escandalizada com a linguagem dos jovens, mas
colocando seus limites sem censurar. Ele, desinteressado, emburrado mesmo,
porque ninguém prestava atenção a suas histórias, contadas e recontadas centenas
de vezes. Eu soube que ela mantinha um diário e que, tendo dificuldade para
escrever à mão, fizera um curso de computador e digitava diariamente suas
experiências e o que se passava na família. Estava descobrindo a Internet e se
maravilhava viajando na tela. Os netos vinham visitá-la durante a semana e, com
gosto, contavam suas histórias. Ele era ouvido com tédio e condescendência, pois
estava fechado para escutar, para aprender, para descobrir, apegado a um passado
que lhe dera segurança. Começava a morrer em vida.
Mas não é preciso estar na faixa dos oitenta para que isso aconteça. Há
pessoas razoavelmente jovens aferradas a seus hábitos, idéias, valores, "donas da
verdade", surdas às idéias e argumentações que possam contestar seus dogmas,
centradas em si mesmas e despidas de qualquer curiosidade em relação à novidade
com que o mundo constantemente nos presenteia. Estão preparando um
envelhecimento precoce e condenando-se a uma melancólica solidão.
☺ ☺ ☺
Em pesquisas realizadas com americanos idosos, a satisfação estava mais
relacionada à capacidade de adaptar-se do que às suas finanças ou à qualidade de
seus relacionamentos. Se estivessem dispostos e abertos para mudar alguns de
seus hábitos e expectativas, sua felicidade se manteria mesmo que as
circunstâncias mudassem. Aqueles que eram resistentes às mudanças e que se
fechavam para o novo tinham chances inferiores a um terço de se sentirem felizes.
Clark, Carlson, Zemke, Gelya, Patterson e Ennevor, 1996

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